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Depois

Marisa Monte

Depois de sonhar tantos anos,  

De fazer tantos planos  

De um futuro pra nós

Depois de tantos desenganos,  

Nós nos abandonamos como tantos casais  

Quero que você seja feliz  

Hei de ser feliz também

Depois de varar madrugada  

Esperando por nada  

 De arrastar-me no chão  

 Em vão  

 Tu viraste-me as costas  

Não me deu as respostas  

Que eu preciso escutar  

Quero que você seja melhor  

 Hei de ser melhor também

Nós dois  

Já tivemos momentos  

 Mas passou nosso tempo  

Não podemos negar  

 Foi bom  

 Nós fizemos histórias  

Pra ficar na memória  

 E nos acompanhar  

Quero que você viva sem mim  

 Eu vou conseguir também

Depois de aceitarmos os fatos  

Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém  

Meu bem  

Vamos ter liberdade  

Para amar à vontade  

Sem trair mais ninguém  

Quero que você seja feliz  

 Hei de ser feliz também   Depois

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viver

Águas de Março

Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho

 

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

 

É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira

 

É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumueira

 

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

 

Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

 

É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto

 

É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando

 

É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama

 

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato, na luz da manhã

 

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

 

São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho

 

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã

 

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

 

Pau, pedra, fim, caminho

Resto, toco, pouco, sozinho

Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

 

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração.”

O NOVO e o Velho

Sentir a presença do Novo muitas vezes assusta e provoca medo.

Medo do desconhecido.

E eu penso caramba e agora??

Como será viver em uma nova turbulência?

O tempo passa…

E concluo:

Viver intensamente dar muito trabalho!!

Viver dar muito trabalho…

Mas quem disse que era fácil?!

E de repente uma grande tempestade muda tudo de lugar…

O que era certo, já não é tão certo.

É preciso aprender a viver o NOVO.

Muitas mudanças é preciso:

Mudança de comportamento;

Mudança geográfica;

Mudança de labuta;

Mudança de vida.

É uma mistura de medo e de alegria,

Pelo NOVO e pelo Velho…

O NOVO nasceu a pouco, ou se preferir, recentemente. Ainda é meio cambaleante, como uma criança dando seus primeiros passos, embora aconteçam algumas quedas, nunca desisti e torna a ficar em movimento.

O Velho algo experimentado e conhecido, que foi considerado seguro em muitos momentos, mas agora já não se faz tão presente.

Se reencontrar é preciso.

Novos valores são construídos e reconstruídos.

Novos amigos são encontrados e reconhecidos.

O Novo e o Velho se confundem e se misturam decifrando descobertas de novas formas de Amor e de ser AMADA.

Éh… o final do ano se aproxima e nesse período sempre fazemos balanços. Balanço do que foi positivo e negativo. Novas promessas são feitas. Novos sonhos são planejados. É um novo começo que se aproxima.

Ano Novo na minha opinião cheira a recomeço. É como se tudo fosse zerado e novamente tivessemos a chance de fazer diferente… É como se Deus, nos permitisse outra oportunidade. É o momento de respirarmos fundo e dizer:

– bem… mais um ano acabou e um outro cheio de esperanças estar chegando.

Esperanças de fazer melhor.

É nesses momentos que percebemos que a vida é dinâmica. Ela não te diz:

 – olha vou  ali,  e aguardo você decidir o que deseja da vida.

Ela simplesmente corre, como se esses últimos minutos fossem os últimos. E realmente são… por que o ontem jamais voltará, o agora é um presente, é nossa obrigação fazermos o melhor que podermos,  e o futuro é algo que só pertence a Deus.

Mudanças são necessárias… por que o ser humano necessita de mudanças. Você já imaginou se permanecessemos eternas crianças??!! nunca teríamos a alegria de poder amadurecer… ter as primeiras experiências na adolescencia, mesmo que traumaticas pra uns, e nem tanto pra outros… casar, ter filho, envelhecer… tudo isso faz parte da vida.

Eu quero ter chegado a velhice, depois de tantos “anos novos“, e poder dizer: – Pelo menos tentei… e tenho memórias lindas!!! que nem a morte é capaz de tirar-las, vivi momentos inesquecíveis, conheci lugares de tirar o fôlego, por que em cada  Ano Novo  que vivi,  eu estava cheia de esperanças e o gostinho do novo sempre cheira melhor.

Não existem palavras suficientes para descreverem esse sentimento que se mistura com o cheiro, o calor e lugares inesqueciveis!!

Vivaaa !! Cosme, Damião e Doum

Os Gêmeos Acta e Passio nasceram na Arábia, em uma nobre família cristã, no século III da era comum, estudaram medicina na Síria e a praticaram na Egéia sem receber qualquer pagamento, sendo chamados de Anargiros (inimigos do dinheiro) para isso, dizendo: “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder”.

Acta e Passio foram martirizados na Síria, perseguidos por Diocleciano, acusados de praticarem feitiçarias, e muitos de seus seguidores levaram seus corpos para Roma, onde foram sepultados num templo erguido em homenagem aos dois, pelo Papa Félix IV. Existem muitas versões a respeito de suas mortes, mas nenhuma é comprovada por documentos, o que põe em dúvida até mesmo a existência dos Gêmeos.
Hoje, São Cosme e São Damião são considerados os patronos da medicina.

A crença em São Cosme e São Damião é a versão cristã para a crença nos deuses gregos gêmeos, chamados Castor e Pólux, muito difundida no Mediterraneo. Segundo a tradição popular no século V, os gêmeos São Cosme e São Damião apareciam materializados para ajudarem às crianças que sofriam de violência.

Os Santos Cosme e Damião foram sincretizados com as divindades Ibejis, filhos de Iansã e criados por Oxum, quando estes foram abandonados nas águas de um rio por sua mãe. Por serem gêmeos, são associados à dualidade e por serem crianças estão ligados a tudo que se inicia: a nascente de um rio, nascimento das crianças, o germinar das plantas, novas uniões e empreitadas. Seus filhos, pessoas que possuem a proteção das divindades, apresentam temperamento infantil, nunca abandonam a criança que foram um dia, são brincalhonas e irrequietas.

Lenda da Origem dos Ibejis
“Existiam num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces, balas e brinquedos. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado. Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Orumilá que o levasse para perto do irmão. Sensibilizado pelo pedido, Orumilá resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.” http://umbandaestudo.blogspot.com/2008/09/ibeijada.html
“Conta-se nas lendas que Doum era muito sapeca, e certa vez se perdeu da família. Desde então Cosme e Damião saíram a sua procura, andaram por diversos lugares, especialmente bairros pobres aonde encontram muitas crianças infestadas pela peste que se espalhava pela região. Eles então curavam as crianças usando os seus conhecimentos médicos sem cobrar nada em troca somente pedindo a Deus que os recompensasse ajudando a encontrar o seu irmãozinho. Depois de muito andarem conseguiram finalmente encontrar Doum, mas este estava infectado pela peste… Cosme e Damião usaram de todo o seu conhecimento, mas foi em vão, pois Doum sorriu e disse que estava partindo para a vida eterna, pois já havia cumprido sua missão: que era fazê-los levar a cura aos mais necessitados”.http://www.tutc.com.br/arquivos_diversos/boletim_07-11.pdf

Para a Igreja Católica o dia de São Cosme e São Damião é dia 26 de setembro, enquanto que na Umbanda, Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste e Xambá, comemora-se o dia de Cosme e Damião no dia 27 de setembro, na Umbanda não só Cosme e Damião são comemorados nesse dia, mas também a todas as crianças, com distribuição de doces e brinquedos para a criançada, principalmente no Rio de Janeiro.

Em homenagem a São Cosme, Damião e Doum e a todas as crianças do mundo, eu desejo que este dia 27 de setembro seja celebrado com muita alegria e festa, e que o espirito de criança que vive em cada um nós, sempre brilhe e encante a todos que nos rodeia, e que nunca esmoreçamos diante das dificuldades da vida.

“As Falanges das crianças vêm para nos mostrar o quanto é importante encarar a vida com alegria! Esses pequenos, com simplicidade nos trazem grandes ensinamentos, por possuírem muita inocência e pureza são entidades mais próximas de Oxalá e obedecem diretamente a Oxum (orixá do Amor)”. http://www.tutc.com.br/arquivos_diversos/boletim_07-11.pdf



  • Nenhum
  • Francisco: quer casar comigo. te amo
  • cartasdeumsegredo: ok muito obrigado, já fiz a alteração da autoria, peguei o texto da net, infelizmente ñ é muito confiavel.
  • Carlos Henrique: O texto é da escritora gaúcha Sara Maria Binatti dos Anjos e não do Jabor.

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