cartasdeumsegredo

Archive for Abril 2012

Depois

Marisa Monte

Depois de sonhar tantos anos,  

De fazer tantos planos  

De um futuro pra nós

Depois de tantos desenganos,  

Nós nos abandonamos como tantos casais  

Quero que você seja feliz  

Hei de ser feliz também

Depois de varar madrugada  

Esperando por nada  

 De arrastar-me no chão  

 Em vão  

 Tu viraste-me as costas  

Não me deu as respostas  

Que eu preciso escutar  

Quero que você seja melhor  

 Hei de ser melhor também

Nós dois  

Já tivemos momentos  

 Mas passou nosso tempo  

Não podemos negar  

 Foi bom  

 Nós fizemos histórias  

Pra ficar na memória  

 E nos acompanhar  

Quero que você viva sem mim  

 Eu vou conseguir também

Depois de aceitarmos os fatos  

Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém  

Meu bem  

Vamos ter liberdade  

Para amar à vontade  

Sem trair mais ninguém  

Quero que você seja feliz  

 Hei de ser feliz também   Depois

viver

Águas de Março

Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho

 

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

 

É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira

 

É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumueira

 

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

 

Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

 

É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto

 

É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando

 

É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama

 

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato, na luz da manhã

 

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

 

São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho

 

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã

 

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

 

Pau, pedra, fim, caminho

Resto, toco, pouco, sozinho

Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

 

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração.”

O NOVO e o Velho

Sentir a presença do Novo muitas vezes assusta e provoca medo.

Medo do desconhecido.

E eu penso caramba e agora??

Como será viver em uma nova turbulência?

O tempo passa…

E concluo:

Viver intensamente dar muito trabalho!!

Viver dar muito trabalho…

Mas quem disse que era fácil?!

E de repente uma grande tempestade muda tudo de lugar…

O que era certo, já não é tão certo.

É preciso aprender a viver o NOVO.

Muitas mudanças é preciso:

Mudança de comportamento;

Mudança geográfica;

Mudança de labuta;

Mudança de vida.

É uma mistura de medo e de alegria,

Pelo NOVO e pelo Velho…

O NOVO nasceu a pouco, ou se preferir, recentemente. Ainda é meio cambaleante, como uma criança dando seus primeiros passos, embora aconteçam algumas quedas, nunca desisti e torna a ficar em movimento.

O Velho algo experimentado e conhecido, que foi considerado seguro em muitos momentos, mas agora já não se faz tão presente.

Se reencontrar é preciso.

Novos valores são construídos e reconstruídos.

Novos amigos são encontrados e reconhecidos.

O Novo e o Velho se confundem e se misturam decifrando descobertas de novas formas de Amor e de ser AMADA.



  • Nenhum
  • Francisco: quer casar comigo. te amo
  • cartasdeumsegredo: ok muito obrigado, já fiz a alteração da autoria, peguei o texto da net, infelizmente ñ é muito confiavel.
  • Carlos Henrique: O texto é da escritora gaúcha Sara Maria Binatti dos Anjos e não do Jabor.

Categorias